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Hotéis Washington Dc Metropolitan Area - Sobre Estados Unidos Da América
Os Estados Unidos (em inglês: United States; AFI: ), são uma república constitucional federal composta por cinquenta estados e um distrito federal. O país situa-se principalmente na região central da América do Norte, onde os quarenta e oito estados contíguos e Washington, DC, o distrito capital, situam-se entre os oceanos Pacífico e Atlântico, fazendo fronteira com o Canadá no norte e com o México no sul. O estado do Alasca está no noroeste do continente, fazendo fronteira com o Canadá no leste e com a Rússia a oeste, através do estreito de Bering. O estado do Havaí é um arquipélago no Pacífico Central. O país também possui vários outros territórios no Caribe e no Pacífico.
Com 9,83 milhões de km² de área e com cerca de 309 milhões de habitantes, os Estados Unidos são o terceiro ou quarto maior país em área total e o terceiro maior em área terrestre e população. O país é uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas do mundo, produto da forte imigração vinda de muitos países. A economia dos Estados Unidos é a maior economia nacional do mundo, com um produto interno bruto (PIB - 2008) de US$ 14,4 trilhões (um quarto do valor do PIB nominal mundial e um quinto do PIB mundial por paridade do poder de compra).
Os povos indígenas, provavelmente de origem asiática, têm habitado o que é hoje o território dos Estados Unidos por muitos milhares de anos. Esta população nativa americana foi muita reduzida após o contato com os Europeus, devido a doenças e guerras. Os Estados Unidos foram fundados pelas treze colônias britânicas localizadas ao longo da costa atlântica do país. Em 4 de julho de 1776, foi emitida a Declaração de Independência, que proclamou o seu direito à autodeterminação e a criação de uma união cooperativa. Os estados rebeldes derrotaram a Grã-Bretanha na Guerra Revolucionária Americana, a primeira guerra colonial bem sucedida. A Convenção de Filadélfia aprovou a atual Constituição dos Estados Unidos em 17 de setembro de 1787; sua ratificação no ano seguinte fez dos estados parte de uma única república com um forte governo central. A Carta dos Direitos, composta por dez emendas constitucionais que garantem vários direitos civis e liberdades fundamentais, foi ratificada em 1791.
No século XIX, os Estados Unidos adquiriram terras da França, Espanha, Reino Unido, México e Rússia, e anexaram a República do Texas e a República do Havaí. Os litígios entre o Sul agrário e o Norte industrializado do país sobre os direitos dos estados e sobre a expansão da instituição da escravatura provocou a Guerra Civil Americana de 1861. A vitória do Norte impediu a separação definitiva do país e levou ao fim da escravidão legal nos Estados Unidos. Na década de 1870, a economia do país tornou-se a maior do mundo. A Guerra Hispano-Americana e a Primeira Guerra Mundial confirmaram o estatuto do país como uma potência militar. A nação emergiu da Segunda Guerra Mundial como o primeiro país com armas nucleares e como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O fim da Guerra Fria e a dissolução da União Soviética deixaram os Estados Unidos como a única superpotência restante no planeta. O país responde por dois quintos dos gastos militares globais e é um forte líder econômico, político e cultural no mundo.
Usado oficialmente pela primeira vez a 4 de julho de 1776 na Declaração de Independência das treze colônias britânicas, situadas na costa atlântica da América do Norte, o nome Estados Unidos da América (em inglês United States of America, abreviatura USA) designou o Estado então constituído. Em espanhol, diz-se Estados Unidos de América, em italiano, Stati Uniti, em francês, États-Unis d'Amérique, em alemão, Vereinigte Staaten von Amerika. O nome registra-se comumente na forma reduzida, acompanhada de artigo, os Estados Unidos (em inglês the United States), e refere-se na atualidade ao país de que se trata a seguir. Em português, a abreviação até passado relativamente recente era EEUUA (segundo cânon tradicional na língua em que o plural de uma abreviação unilateral era a duplicação dessa letra); de poucas décadas a essa parte foi ela simplificada para EUA. Registre-se também a ocorrência, por vezes, de Estados Unidos da América do Norte.
Os habitantes naturais dos Estados Unidos são denominados estadunidenses, norte-americanos, americanos ou ianques no plural, portanto há controvérsias. No singular seria estadunidense, norte-americano, americano ou ianque. Os adjetivos femininos são no singular: americana e norte-americana, enquanto estadunidense e ianque são adjetivos neutros. O gentílico "americano" é registrado em português a partir de 1679, já que o adjetivo estadunidense é de origem duvidosa.
A ocupação do território onde hoje estão os Estados Unidos começa com a migração de humanos da Ásia, através do Estreito de Bering, num período indeterminado (estimativas variam de dez a quarenta mil anos atrás).
Diversas tribos nativos americanas viviam na região que atualmente constitui os Estados Unidos muito tempo antes da chegada dos primeiros europeus. Cada um destes grupos indígenas era composto por diversas tribos com culturas e idiomas semelhantes, que eram aliados ou neutros entre si. Entre os grupos indígenas dos Estados Unidos, destacam-se os iroqueses, os algonquinos, os hurões, os sioux, os apaches, os uto-astecas, os havaianos e os esquimós. Estas famílias indígenas estavam, por sua vez, divididas em várias tribos menores. Não se sabe ao certo o número total de nativos indígenas que viviam no atual Estados Unidos nos anos que precederam a chegada dos primeiros europeus. Estima-se este número entre um a quinze milhões de índios. Estes números também incluem astecas que viviam no sul dos atuais Estados Unidos.
Os primeiros europeus chegaram ao longo do século XVI. Diferentes nações exploraram e reivindicaram diferentes partes dos Estados Unidos. Os espanhóis foram os primeiros a explorarem as atuais regiões de Flórida, Texas, Novo México, Arizona e Califórnia. Tais regiões continuariam sobre controle hispânico até meados do século XIX. Os espanhóis fundaram o primeiro assentamento permanente no atual território americano, St. Augustine, em 28 de agosto de 1565. Os franceses instalaram-se ao longo da região central do atual Estados Unidos, e neerlandeses e suecos no nordeste. Durante a década de 1640 os neerlandeses expulsaram os suecos da região. Entre 1584 e 1585, Sir Walter Raleigh enviou uma expedição para a ilha de Roanoke com o propósito de fundar o primeiro núcleo de colonização inglesa na América do Norte. No entanto, essa tentativa foi fracassada, possivelmente por conflitos com os nativos.
A Virgínia, fundada em 1607, foi a primeira colônia britânica nas Américas. Jamestown foi o primeiro assentamento britânico fundado no continente americano. Os colonos britânicos esperavam encontrar ouro ou outros metais preciosos, mas nada encontraram. Ao invés disso, a Virgínia eventualmente tornou-se uma colônia agrária, passando a exportar tabaco para o Reino Unido a partir de 1612. A Virgínia também destaca-se por ter sido a primeira colônia a criar em 1619 um sistema de governo, a Casa de Burgess, uma câmara legislativa.
Outras províncias coloniais britânicas logo foram fundadas pelo Reino Unido, ao longo do Oceano Atlântico. Plymouth, Massachusetts foi fundada em 1620, e Pannaway (atual Rye) em Nova Hampshire em 1623. A colônia holandesa dos Novos Países Baixos, atual sul do estado de Nova Iorque, cuja capital era Nova Amsterdã foi fundada em 1624. Esta última colônia duplicaria após os britânicos terem expulsado os neerlandeses do nordeste do atual Estados Unidos. Os Novos Países Baixos foram capturados em 1664 pelos britânicos, e Nova Amsterdã foi renomeada como Nova Iorque.
A província de Maryland foi fundada em 1632, o primeiro assentamento permanente em Connecticut, chamado posteriormente de Windsor, foi fundado em 1633, Rhode Island em 1636, Nova Suécia no Delaware em 1638 pelos suecos, Pensilvânia em 1643, Carolina do Norte em 1653, Nova Jérsei em 1660, e a Carolina do Sul em 1670. Maryland destaca-se por ter sido a primeira colônia a permitir a livre prática de qualquer religião.
O Massachusetts destacou-se em seu pioneirismo na educação, tendo fundado a Faculdade de Harvard - atual Universidade de Harvard - em 1636 - a primeira instituição de educação superior nos atuais Estados Unidos - e o primeiro sistema de educação pública, em 1647. Entre a década de 1650 e a 1660, os britânicos gradualmente conquistaram os Novos Países Baixos, tendo anexado estas colônias neerlandesas definitivamente em 1664. Nova Amsterdão, capital e maior cidade destas colônias, foi renomeada como Nova Iorque. Em 1672, a primeira estrada de maior importância foi fundada nos Estados Unidos, conectando Boston com Nova Iorque. O primeiro jornal foi fundado em 1704, em Boston, sob o nome de Boston News-Letter.
Em 1663, o Rei Carlos II de Inglaterra cedeu a região localizada entre a colônia britânica de Virgínia e a então colônia espanhola de Flórida para oito diferentes proprietários. Esta região era então chamada de Província da Carolina. Em 1712, a Província da Carolina foi dividida em três regiões. A região setentrional tornou-se a Carolina do Norte, e a região central tornou-se a Carolina do Sul. A região sul continuou escassamente habitada, e somente tornou-se oficialmente colônia britânica em 1733, sob o nome de Geórgia.
Em 1753, a população dos Estados Unidos era de um 1,3 milhão de habitantes. A economia do país era então baseada primariamente na agricultura e na exportação de produtos agropecuários a outros países. Desde então, as Treze Colônias já atraíam milhares de imigrantes anualmente, tornando-se uma sociedade multicultural.
Os atuais Estados Unidos da América nasceram da união de Treze Colônias britânicas estabelecidas na costa atlântica da América do Norte a partir do século XVII. Em 1776, uma revolta foi organizada pela classe dirigente dos colonos e seguiu-se a Revolução Americana de 1776, que foi uma guerra de independência contra a autoridade do rei do Reino Unido. Em 1789, o país adotou uma constituição e assumiu a forma de uma República Federal, concedendo grande autonomia aos Estados federados. Desde o reconhecimento da sua independência pelo Reino Unido em 1783, e até meados do século XX, novos territórios e Estados foram sendo incorporados, ampliando as fronteiras do país até ao Oceano Pacífico.
Durante o século XVI e século XVII, exploradores espanhóis exploraram e colonizaram esparsamente as regiões que constituem hoje o sul da Flórida e da região sul dos Estados Unidos. O primeiro assentamento inglês bem-sucedido foi Jamestown, localizado no atual Estado de Virgínia, fundado em 1607. Durante as duas décadas seguintes, vários assentamentos neerlandeses foram fundados no que atualmente constitui o Estado de Nova Iorque, incluindo a vila de Nova Amsterdam, que é atualmente Cidade de Nova Iorque, bem como a extensiva colonização inglesa da costa leste dos Estados Unidos, tendo expulso os neerlandeses da região por volta da década de 1670.
Após a Guerra Franco-Indígena, onde a França perdeu suas colônias que atualmente constituem o leste do Canadá para o Reino Unido, este começou a impor impostos nas Treze Colônias — sendo os custos financeiros uma das principais razões da guerra. Estes impostos tornaram-se extremamente impopulares entre os colonos americanos, que além disso, não dispunham de representação no Parlamento do Reino Unido. As tensões entre as Treze Colônias britânicas e entre o Reino Unido cresceram, e as Treze Colônias rebelaram-se contra o Parlamento e Rei britânicos, na Guerra de Independência, iniciada em 1775, e que perdurou até 1783. A estrutura política original das Treze Colônias era uma confederação, ratificada em 1781. Em 1789, os Estados Unidos optaram em se tornar uma República Federal.
Desde tempos coloniais, os Estados Unidos enfrentaram a falta de mão-de-obra. À época, as diferenças socio-econômicas no país eram enormes, com um norte industrializado e um sul agrário. A falta de mão-de-obra incentivou a imigração européia no Norte e o uso do trabalho escravo no Sul — que fazia uso extensivo de escravos comprados no continente africano. Os Estados industrializados do norte eram contra a escravidão, enquanto o Sul achava que a escravidão era indispensável para o contínuo sucesso da agricultura sulista. Estas diferenças foram um dos muitos motivos de tensão política que gradualmente desencadearam a formação dos Estados Confederados da América, o que gerou a Guerra Civil Americana, da união, contra os sulistas — confederados — entre 1861 e 1865, uma guerra civil na qual o número de baixas americanas foi maior do que a soma de todas as baixas americanas sofridas em todas as outras guerras na qual os Estados Unidos se envolveram, desde sua independência, até a atual Guerra contra o Iraque.
Ao longo do século XIX, vários novos Estados foram adicionados aos 13 originais (por exemplo o Texas, anexado ao México), à medida que a nação se expandiu na América do Norte. O Destino Manifesto foi uma filosofia política dos Estados Unidos que encorajou a expansão rumo ao Oeste no país. À medida que a população dos estados do Leste crescia, e um número cada vez maior de imigrantes entrava no país, cada vez mais assentadores passaram a habitar regiões cada vez mais a Oeste do país. Enquanto isto acontecia, os Estados Unidos acabaram efetivamente com todas as nações nativo americanas existentes em território americano, e movendo forçadamente a população indígena dos seus antigos territórios para reservas indígenas. Esta migração forçada é ainda um assunto muito discutido nos Estados Unidos, com várias tribos nativos americanas ainda reivindicando terras, e defendendo uma política separatista.
Em algumas áreas, os nativos americanos foram exterminados pelos colonos, que os expulsaram de suas terras. Ao contrário da maioria dos países europeus, os Estados Unidos nunca foram uma potência colonial, embora, através de várias vitórias militares, diplomacia e acordos externos, os Estados Unidos tivessem adquirido um número de possessões ultra-marítimas, desde Cuba até as Filipinas. Embora gradualmente, muitos destes territórios adquiriram soberania, e outras destas possessões continuaram sob controle dos Estados Unidos, geralmente, na forma de territórios (como Porto Rico). O Havaí é o único destas possessões que se tornou um Estado, em 1959.
Os Estados Unidos adotavam, até a Guerra Civil Americana, uma política isolacionista, não procurando intrometer-se em conflitos internacionais. Porém, isto mudou com o fim da guerra civil. Durante o século XIX, os Estados Unidos tornaram-se uma potência econômica e militar mundial. O crescimento da influência dos Estados Unidos sobre o mundo continuou no século XX, um século que é por vezes chamado de O século americano, por causa da tremenda influência americana sobre o resto do mundo, onde o país se tornou o maior pólo de desenvolvimento tecnológico do planeta.
A influência americana sobre o mundo pôde ser vista na Grande Depressão, um período de grande recessão da economia entre 1929 e 1940, que não somente abateu todo o país como o Canadá e os países europeus (especialmente o Reino Unido e a Alemanha). Porém, isto mudou com a entrada do país na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Após o fim desta, os Estados Unidos emergiram definitivamente como uma das superpotências mundiais, juntamente com a União Soviética - desencadeando a Guerra Fria.
Entre 1945 e 1991, ano do fim da União Soviética e do fim da Guerra Fria, os Estados Unidos passaram a estar muito envolvidos em assuntos externos - especialmente guerra ideológica contra o comunismo - participando ativamente na Guerra da Coréia e na Guerra do Vietnã, além de apoiar regimes militares em diversos países sul-americanos e a guerrilha anticomunista na Nicarágua. Com o colapso da União Soviética, os Estados Unidos emergiram como a única superpotência mundial. Passaram então a envolver-se em ações de paz, participando na Guerra do Golfo, em 1991, removendo tropas iraquianas que haviam invadido o Kuwait.
Em 2001, os Estados Unidos sofreram o pior ataque ao seu território ao longo da história do país, com os Ataques de 11 de Setembro, onde quase três mil pessoas morreram. Este ataque terrorista, desencadeou a denominada Guerra contra o terrorismo, e, posteriomente, a controversa Invasão do Iraque, além da caça ao mandante dos atentados, Osama bin Laden.
Não obstante às sérias questões envolvendo práticas racistas presentes na sua história o país elegeu para a Presidência da República, em 2008, o senador afro-americano pelo estado de Illinois, Barack Obama.
Sendo o terceiro maior país do mundo em extensão territorial, a paisagem dos Estados Unidos varia de região a região. O país possui grandes florestas temperadas na costa leste, e no noroeste, pantanais na Flórida, grandes planícies e o sistema fluvial do Mississippi-Missouri na região central, as Montanhas Rochosas a oeste das planícies, desertos e zonas costeiras a oeste das Montanhas Rochosas, e florestas húmidas temperadas no noroeste da costa do Pacífico. As regiões árticas ao norte do Alasca e as ilhas vulcânicas do Havaí aumentam ainda a diversidade geográfica e climática do país.
O mapa político dos Estados Unidos está dividido em três distintas secções: O Alasca, conectado em terra apenas com o Canadá, à leste; o Havaí, um arquipélago localizado no meio do Oceano Pacífico, e os Estados Unidos Continentais, que compreendem os 48 Estados localizados na América do Norte. A fronteira dos Estados Unidos Continentais com o Canadá é a mais longa fronteira não defendida do mundo. Os Estados Unidos possuem três fronteiras terrestres, duas com o Canadá (norte dos 48 Estados continentais e a leste do Alasca) e uma com o México. Também faz fronteira com a Rússia, a oeste do Alasca, através do Estreito de Bering.
Devido à grande extensão territorial dos Estados Unidos, o clima do país varia muito, de região à região. A Flórida possui um clima subtropical, enquanto o Alasca possui um clima polar. Vastas porções do país têm um clima continental, com verões quentes e invernos frios. Algumas partes dos Estados Unidos, em particular partes da Califórnia, têm um clima mediterrâneo. No geral, porém, a maior parte dos Estados Unidos possui um clima temperado ou sub-tropical, marcado por quatro distintas estações, com mudanças regulares de temperatura e precipitação.
Os Estados Unidos possuem uma das populações mais multiculturais do mundo, em termos de ascendência étnica e racial. A região que constitui atualmente os Estados Unidos eram inicialmente habitados por povos nativos americanos, como esquimós no Alasca e algonquinos, hurões e iroqueses no nordeste do atual Estados Unidos.
No século XVII e XVIII, o território que atualmente constitui os Estados Unidos foi colonizado por europeus. Imigrantes ingleses, muitos dos quais fugiam de perseguição religiosa na Europa, constituíam a maioria dos colonos. Todavia, colonos escoceses, franceses e neerlandeses também instalaram-se em diversas regiões do atual Estados Unidos. Escravos foram trazidos do continente africano do século XVII ao início do século XIX para serem usados como mão-de-obra e, atualmente, seus descendentes, conhecidos como afro-americanos, constituem uma considerável parcela da população americana, formando 12,9% da população dos Estados Unidos.
A partir de 1850, pessoas de diversas partes do mundo passaram a imigrar para os Estados Unidos. Até o final do século XIX, a maioria dos imigrantes vinham dos países da Europa Ocidental e Setentrional (Alemanha, Irlanda, Inglaterra e Escandinávia). Italianos, poloneses e judeus imigraram em grande quantidade entre o final do século XIX e meados do século XX (até a década de 1970). Os maiores grupos étnicos europeus são alemães (que compõem 15,2% da população americana), irlandeses (10,8%), ingleses (8,7%), italianos (5,6%), escandinavos (3,4%), poloneses (3,2%) e franceses (3%). Brancos constituem no total 77% da população dos Estados Unidos - 69%, excluindo os hispânicos.
Em décadas recentes até os dias atuais, hispânicos e asiáticos são os principais grupos de imigrantes instalando-se no país. Hispânicos constituem uma considerável parcela da população americana, sendo atualmente a maior minoria étnico-racial dentro dos Estados Unidos, compondo cerca de 13,4% da população americana. Dado a alta imigração de hispânicos para os Estados Unidos, espera-se um crescimento drástico desta percentagem nas próximas décadas. Cerca de 64% dos hispânicos são mexicanos. Boa parte desta imigração é ilegal, porém.
Asiáticos constituem um expressivo grupo racial minoritário dos Estados Unidos, constituindo 4,2% da população do país. Expressiva a partir da década de 1860, a imigração de asiáticos aumentou drasticamente durante a década de 1960, mantendo-se em alta até os dias atuais.
Os Estados Unidos nunca tiveram um idioma oficial, embora o inglês tenha sido sempre o idioma predominante no país, e seja falado pela imensa maioria da população, sendo de facto o idioma oficial dos Estados Unidos. Por isso, o inglês é o idioma usado em quaisquer pronunciamentos oficiais, que vão desde tratados até leis e sentenças. 27 Estados adotaram o inglês como idioma oficial. Destes Estados, três adotam um segundo idioma oficial: o Havaí, que adotou o havaiano como segundo idioma oficial; a Luisiana, que adotou o francês; e o Novo México, que adotou o espanhol. Nos Estados americanos sem idioma oficial, o inglês é adotado em todos serviços públicos, serviços em outros idiomas são fornecidos em áreas com grande população de imigrantes. Já Estados onde o inglês (e por vezes um segundo idioma) é o idioma oficial não precisam necessariamente fornecer serviços públicos em outros idiomas.
Muitos dos imigrantes que vão aos Estados Unidos possuem pouco ou nenhum conhecimento de inglês. A maioria deles aprende inglês o suficiente no país para comunicar-se com outros americanos. Os filhos destes imigrantes, que estudam em escolas americanas, aprendem primariamente inglês nas escolas. Assim, a cada geração, o idioma materno acaba cedendo, gradualmente, lugar ao inglês. Os descendentes diretos destes imigrantes geralmente falam tanto o idioma materno quanto inglês, enquanto muitas vezes os netos dos imigrantes falam apenas inglês.
Atualmente, o espanhol é o segundo idioma mais falado dos Estados Unidos. Cerca de 10,8% da população americana possui o espanhol como idioma materno. A maioria dos falantes do espanhol mora nos estados do oeste e do sul (especialmente nos estados da Califórnia, Novo México e Texas). Desde a década de 1950, muitos hispânicos imigraram para os Estados Unidos, vindos do México, Cuba e outros países hispânicos. Muitos desses novos imigrantes aprenderam ou aprendem o inglês, mas outros falam apenas espanhol. Por isso, em cidades ou bairros onde a concentração de hispânicos é alta, pronunciamentos oficiais são dados tanto em inglês quanto em espanhol.
Como não existe um idioma oficial no país, o domínio do inglês não é de todo indispensável nos Estados Unidos, especialmente nos estados americanos que possuem uma grande população de imigrantes recentes - especialmente hispânicos. Muitas pessoas.
Os Estados Unidos são oficialmente uma nação secular; a Primeira Emenda da Constituição do país garante o livre exercício da religião e proíbe a criação de um governo religioso. Em um estudo de 2002, 59% dos americanos disseram que a religião teve um papel "muito importante em suas vidas", um número muito maior do que qualquer outra nação desenvolvida. De acordo com uma pesquisa de 2007, 78,4% dos adultos se identificaram como cristãos, contra 86,4% em 1990. Denominações protestantes representavam 51,3%, enquanto o catolicismo romano, com 23,9%, foi a maior denominação individual. O estudo classifica os evangélicos brancos, 26,3% da população, como o maior grupo religioso do país; outro estudo estima evangélicos de todas as raças em 30-35%. O total religiões não-cristãs em 2007 foi de 4,7% , acima dos 3,3% em 1990. Os maiores credos não-cristãos foram o judaísmo (1,7%), budismo (0,7%), islamismo (0,6%), hinduísmo (0,4%) e o Unitário-Universalismo (0,3%). 8,2% da população em 1990, contra 16,1% em 2007, descreveu-se como agnóstico, ateu, ou simplesmente sem-religião.
Os Estados Unidos são um país altamente urbanizado. 82% da população norte-americana vive nas cidades. Estas cobrem apenas 2,75% da área total do país. Existem duas grandes megalópoles no país. Uma está localizada na região nordeste dos Estados Unidos, composta principalmente pelo Estado da Nova Jérsei e pelas cidades de Nova Iorque, Boston, Filadélfia e Washington, DC, na costa atlântica. A outra está localizado na região sudoeste do país, na costa pacífica, centralizadas nas cidades de Los Angeles, San Francisco e Sacramento.
Grandes subúrbios cercam muitas das cidades dos Estados Unidos, sendo desde o fim da Segunda Guerra Mundial a principal forma de moradia das famílias de classe média e alta do país. As cidades centrais e cidades vizinhas formam áreas metropolitanas. Existem cerca de 260 áreas metropolitanas no país, das quais as maiores são as regiões metropolitanas de Nova Iorque que possui 21 milhões de habitantes, Los Angeles, que possui 13 milhões de habitantes, e Chicago, que possui 9 milhões de habitantes. A população dos subúrbios das cidades centrais destas metrópoles é considerável, e muitas vezes superior à população da cidade central. Washington, DC, por exemplo, possui somente cerca de 535 mil habitantes, enquanto sua região metropolitana possui cerca de 4 milhões de habitantes. Desde 1970, mais americanos vivem nos subúrbios do que nas cidades centrais.
Os Estados Unidos são a federação mais antiga do mundo. O país é uma república constitucional e uma democracia representativa, "em que a regra da maioria é temperada por direitos das minoria protegidas por lei". O governo é regulado por um sistema de freios e contrapesos definido pela Constituição, que serve como documento legal supremo do país. No sistema federalista norte-americano, os cidadãos são geralmente sujeitos a três níveis de governo, federal, estadual e local; funções do governo local são geralmente divididas entre o condado e os governos municipais. Em quase todos os casos, funcionários do executivo e legislativo são eleitos pelo voto da maioria dos cidadãos por distrito. Não há representação proporcional no nível federal e isso é muito raro em níveis inferiores.
O governo federal é composto de três ramos:
A Câmara dos Representantes tem 435 membros votantes, cada um representando um distrito do Congresso para um mandato de dois anos. Cadeiras na Câmara são distribuídas entre os estados pela população a cada dez anos. De acordo com o censo de 2000, sete estados têm um mínimo de um representante, enquanto a Califórnia, o estado mais populoso, tem cinquenta e três. O Senado tem 100 membros com cada estado tendo dois senadores, eleitos em-grande para mandatos de seis anos, um terço das cadeiras do Senado estão acima para a eleição a cada ano. O presidente serve um mandato de quatro anos e pode ser eleito não mais do que duas vezes. O presidente não é eleito pelo voto direto, mas por um sistema de colégio eleitoral indireto em que os votos são distribuídos de forma determinante pelo estado. A Suprema Corte, liderada pelo Chefe de Justiça dos Estados Unidos, tem nove membros, que servem para a vida.
Os governos estaduais estão estruturados de forma mais ou menos semelhante, Nebraska excepcionalmente tem uma legislatura unicameral. O governador (chefe executivo) de cada estado é eleito por sufrágio direto. Alguns juízes estaduais e agentes do gabinete são nomeados pelos governadores dos respectivos Estados, enquanto outros são eleitos pelo voto popular.
Todas as leis e procedimentos governamentais são passíveis de recurso judicial e a que foi julgada em desacordo com a Constituição é anulada. O texto original da Constituição estabelece a estrutura e as responsabilidades do governo federal e sua relação com os estados. O Artigo Primeiro protege o direito ao "grandes decreto" do habeas corpus e o Artigo Terceiro garante o direito a um julgamento com júri em todos os casos criminais. Emendas à Constituição exigem a aprovação de três quartos dos estados. A Constituição foi alterada vinte e sete vezes; as dez primeiras dez, que constituem a Carta dos Direitos, e a Décima Quarta Emenda formam a base central dos direitos individuais dos estadunidenses.
Os Estados Unidos exercem uma forte influência econômica, política e militar em todo o mundo. O país é um membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e Nova York hospeda a sede das Nações Unidas. Quase todos os países têm embaixadas em Washington D.C. e muitos consulados em todo o país. Da mesma forma, quase todas as nações acolhem missões diplomáticas estadunidenses. No entanto, Cuba, Irã, Coreia do Norte, Butão, Sudão e a República da China (Taiwan) não têm relações diplomáticas formais com os Estados Unidos.
Os Estados Unidos mantém laços fortes com o Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Japão, Coreia do Sul e Israel. Trabalha em estreita colaboração com outros membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre questões militares e de segurança e com seus vizinhos por meio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e tem acordos de livre comércio trilateral, como o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio com o Canadá e o México. Em 2008, os Estados Unidos gastaram US$ 25,4 bilhões líquidos em assistência oficial ao desenvolvimento na maior parte do mundo. Em percentagem do rendimento nacional bruto (RNB), no entanto, a contribuição estadunidense de 0,18% ficou em último lugar entre os vinte e dois Estados doadores. Em contraste, as doações particulares ao exterior dos estadunidenses é relativamente generosa.
O presidente detém o título de comandante-em-chefe das forças armadas do país e nomeia seus dirigentes, o secretário de defesa e o Chefe Adjunto do Estado-Maior. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos administra as forças armadas, incluindo o Exército, Marinha, Corpo de Fuzileiros Navais e da Força Aérea. A Guarda Costeira é executada pelo Departamento de Segurança Interna em tempos de paz e pelo Departamento da Marinha em tempos de guerra. Em 2008, as forças armadas tinham 1,4 milhões de pessoas na ativa. As Reservas da Guarda Nacional elevam o número total de tropas para 2,3 milhões. O Departamento de Defesa também empregou cerca de 700.000 civis, não incluindo empreiteiros.
O serviço militar é voluntário, embora a conscrição possa ocorrer em tempos de guerra através do Sistema de Serviço Seletivo. As forças norte-americanas podem ser rapidamente implantadas pela grande frota de aviões de transporte da Força Aérea, onze aviões ativos da Marinha e Marine Expeditionary Unit no mar com frotas da Marinha no Atlântico e no Pacífico. Fora dos Estados Unidos, os militares operam 865 bases e instalações, com o pessoal destacado para mais de 150 países. A extensão da presença militar global tem levado alguns estudiosos a descrever os Estados Unidos como a manutenção de um "império de bases".
O total de gastos militares dos Estados Unidos em 2008 foi de mais de US$ 600 bilhões, superior a 41% da despesa militar mundial e maior do que todos os próximos quatorze maiores gastos militares nacionais combinados. O gasto per capita de 1.967 dólares foi cerca de nove vezes superior à média mundial; com 4% do PIB, a taxa foi a segunda mais alta entre os quinze maiores gastadores militares, depois da Arábia Saudita. A base proposta pelo Departamento de Defesa para o orçamento de 2010, US$ 533,8 bilhões, é um aumento de 4% em relação a 2009 e 80% maior que em 2001, um adicional de US$ 130 bilhões é proposto para as campanhas militares no Iraque e no Afeganistão. Em setembro de 2009, havia cerca de 130.000 soldados estadunidenses enviados ao Iraque e 62.000 mobilizados para o Afeganistão. A partir de 9 de outubro de 2009, os Estados Unidos haviam sofrido com 4.349 militares mortos durante a Guerra do Iraque e 869 durante a Guerra no Afeganistão.
Os Estados Unidos estão divididos em 50 Estados e um distrito federal, o Distrito de Columbia. Cada Estado, por sua vez, está subdividido em condados, com excepção da Luisiana, em que as subdivisões se chamam "paróquias", (parishes, em inglês) e do Alasca, onde as subdivisões estaduais são chamadas de "distritos" (boroughs). Os Estados Unidos da América são uma República Federal, que dão aos Estados federados muitos poderes, que na maioria dos outros países do mundo são exclusivas do governo nacional.
São os governos estaduais que possuem a maior influência sobre o dia-a-dia da população americana. Cada Estado possui sua própria Constituição e possui o poder de aprovar suas próprias regras e leis, referentes a certos assuntos como propriedade, crime, saúde e educação. O principal oficial de um Estado é o Governador. Cada Estado também possui uma legislatura bicameral. Os membros do Legislativo são eleitos pela população do Estado, exceto no Estado de Nebraska, onde cada condado possui direito a um certo número de membros na legislatura. Destaca-se a legislatura da Nova Hampshire, que é o terceiro maior Poder Legislativo do mundo anglófono, e possui um representante para cada três mil habitantes. Cada Estado possui seu próprio Executivo, Legislativo e Judiciário.
A área, população e/ou produto interno bruto de vários dos Estados dos Estados Unidos podem ser comparados com a de vários países do mundo. A população da Califórnia, por exemplo, é maior do que a do Canadá. Caso o Estado fosse um país independente, sua população seria a trigésima-quinta maior do mundo, e seu PIB, o oitavo maior do mundo. Já o Alasca seria a décima sétima maior entidade nacional do mundo, em área, caso fosse um país independente, com área comparável ao do Irã.
As instituições que são responsáveis pelo governo regional são tipicamente Conselhos Municipais - que tomam efeito em cidades (cities ou towns), vilas (village), municipalidades regionais (towns, regional municipality, municipality, hamlet) e condados (counties). Municipalidades regionais e condados são um agrupamento de cidades e vilas. Tais subdivisões regionais, bem como as cidades, aprovam leis que têm efeito nestas subdivisões em particular, lidando com assuntos como trânsito e a venda de álcool, bem como o poder de criarem impostos. Nas cidades, o maior oficial eleito pela população é o prefeito. Em alguns Estados, os condados ou municipalidades regionais também possuem o direito de criar leis e impostos que valem para todas as cidades e vilas dentro dos limites do condado. Em outros Estados, os condados ou municipalidades regionais possuem pouco ou nenhum poder, servindo apenas como distinções geográficas.
Os Estados Unidos possuem vários territórios e possessões insulares ultramarinas. A maior delas é a ilha de Porto Rico. Outras territórios ultra-marítimos de importância incluem a Samoa Americana, Guam, Marianas Setentrionais e as Ilhas Virgens Americanas. A Marinha americana têm ocupado uma base militar na Baía de Guantánamo, desde 1898.
Os Estados Unidos têm uma economia mista capitalista, que é abastecida por recursos naturais abundantes, uma infra-estrutura bem desenvolvida e pela alta produtividade. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, o PIB dos Estados Unidos de 14,4 trilhões de dólares representa 24% do produto interno bruto mundial no mercado de câmbio e quase 21% do produto interno bruto mundial em paridade do poder de compra (PPC). O maior PIB nacional do mundo, era cerca de 5% menor do que o PIB combinado da União Europeia em PPC, em 2008. O país ocupa a décima sétima posição no mundo em termos de PIB nominal per capita e a sexta posição em PIB per capita PPC.
Os Estados Unidos são o maior importador e terceiro maior exportador de bens, embora as exportações per capita sejam relativamente baixas. Em 2008, o déficit comercial total dos E.U.A. foi de 696 bilhões de dólares. Canadá, China, México, Japão e Alemanha são os seus principais parceiros comerciais. Em 2007, os veículos constituíam-se como líderes e principal produto de exportação do país. A China é o maior detentor da dívida externa pública dos E.U.A. Depois de uma expansão que durou pouco mais de seis anos, a economia estadunidense entrou em recessão desde dezembro de 2007. Os Estados Unidos ocupam o segundo lugar no Global Competitiveness Report.
Em 2009, o setor privado foi estimado a constituir 55,3% da economia do país, a atividade do governo federal com 24,1% e as atividades dos estados e de administrações locais (incluindo as transferências federais) com os restantes 20,6%. A economia é pós-industrial, com o setor de serviços contribuindo com 67,8% do PIB, embora os Estados Unidos continuam a ser uma potência industrial. O campo de negócios líder pelas receitas brutas de negócios é o de atacado e varejo, pelo lucro líquido é o de fabricação. Produtos químicos são o campo de fabricação líder. Os Estados Unidos são o terceiro maior produtor de petróleo do mundo, bem como o seu maior importador. É o maior produtor do mundo de energia elétrica e nuclear, assim como de gás natural liquefeito, enxofre, fosfatos e sal. Enquanto a agricultura representa menos de 1% do PIB, os Estados Unidos são o maior produtor mundial de milho e soja. A Bolsa de Valores de Nova Iorque é a maior do mundo em volume de dólares. Coca-Cola e McDonald's são as duas marcas do país mais reconhecidas no mundo.
No terceiro trimestre de 2009, a força de trabalho estadunidense era composta por 154,4 milhões de pessoas. Desses trabalhadores, 81% tinham emprego no setor de serviços. Com 22,4 milhões de pessoas, o governo é o principal campo de trabalho. Cerca de 12% dos trabalhadores são sindicalizados, contra 30% na Europa Ocidental. O Banco Mundial classifica os Estados Unidos em primeiro lugar na facilidade de contratação e demissão trabalhadores. Entre 1973 e 2003, um ano de trabalho para o americano médio cresceu 199 horas. Em parte como resultado disso, os Estados Unidos mantém a maior produtividade do trabalho no mundo. Em 2008, ele também levou a produtividade por hora do mundo, ultrapassando a Noruega, França, Bélgica e Luxemburgo, que havia superado os Estados Unidos durante a maior parte da década anterior. Em relação à Europa, a propriedade e as taxas de imposto de renda estadunidenses são geralmente mais elevadas, enquanto trabalho e, particularmente, as taxas de imposto sobre o consumo são menores.
A educação nos Estados Unidos da América é fornecida primariamente pelo governo. Porém, o sistema educacional americano é altamente descentralizado. Regras e padrões educacionais são ditados pelo Departamento de Educação de cada Estado, com o Departamento de Educação dos Estados Unidos da América monitorando o estado da educação no país, e fornece verbas aos Departamentos de Educação dos Estados. Escolas em geral são administradas por distritos escolares, cuja juridisção em geral é co-existente com os limites de uma cidade ou um condado. Distritos escolares possuem o poder de cobrar impostos dos habitantes vivendo em sua jurisdição, com outras verbas necessárias sendo fornecidas pelo Estado. Universidades e faculdades públicas são quase sempre administradas pelo Estado. A taxa de alfabetismo dos Estados Unidos é de 97%.
Os Estados Unidos possuem uma extensiva malha rodoviária, ferroviária e hidroviária. De fato, a quilometragem destas malhas são as maiores do mundo em suas respectivas categorias. Existem cerca de 75 mil quilômetros de rodovias e vias expressas de alta capacidade. Para cada 100 habitantes, existem cerca de 75 veículos motorizados (carros, caminhões e ônibus) e 56,1 automóveis. Caminhões transportam cerca de um quarto de toda a carga transportada no país.
Trens transportam cerca de 35% de toda a carga transportada no país, enquanto respondem por apenas 1% dos passageiros movimentados. O contrário acontece com as linhas aéreas americanas, que transportam 18% dos passageiros mas menos de 1% da carga no país. O mercado americano de passageiros no setor aéreo é a maior do mundo. Nova Iorque, Chicago, Atlanta, Los Angeles, Dallas, Washington, DC e San Francisco destacam-se como grandes centros aeroportuários.
Cerca de 15% de toda a carga transportada no país é transportada via hidrovias como rios e lagos, além de mares e oceanos. Los Angeles-Long Beach, Nova Iorque-Nova Jérsei, Filadélfia, San Francisco, New Orleans, Miami e Houston destacam-se como grandes centros portuários. O porto mais movimentado dos Estados Unidos por número de navios atendidos é o de New Orleans, enquanto o porto mais movimentado do país, em tonelagem de carga movimentada, é o de Los Angeles-Long Beach.
O controlador primário das telecomunicações dos Estados Unidos é a Federal Communications Commission, que regula todos os serviços relacionados com telecomunicações. A indústria da internet nos Estados Unidos porém é muito menos regulada do que outras indústrias relacionadas com o setor de telecomunicação, por causa de agressivos programas de lobby. São publicados diaramente no Estados Unidos cerca de 60 milhões de jornais. No país, são publicados milhares de jornais diários ou semanais. Existem também no país milhares de estações de rádio e televisão. Praticamente toda residência americana possui ao menos um aparelho de rádio e aproximadamente 93% das pessoas maiores de cinco anos possuem uma televisão ou mais.
A cultura dos Estados Unidos tem uma grande influência no resto do mundo, e em especial no mundo ocidental. A música americana é ouvida em todo o mundo e os filmes e programas televisivos americanos podem ser vistos quase em todo o lado. Existe um contraste muito grande com os primeiros tempos da república, quando os Estados Unidos eram vistos como um país agrícola com pouco a oferecer aos centros culturalmente avançados do mundo da Ásia e Europa.
A maioria das grandes cidades dos Estados Unidos oferecem instalações e atuações de música clássica e popular, centros de pesquisa histórica, científica e artística e museus, atuações de dança, musicais e peças de teatro, além de eventos ao ar livre e arquitetura de significado internacional. Este desenvolvimento é resultado de contribuições quer de filantropos privados, quer de fundos governamentais.
A maioria da população americana possui uma razoável quantidade de tempo livre (dedicado à recreação) disponível. Os esportes são os principais passatempos da população americana. Milhões de norte-americanos passam seu tempo livre jogando esportes com amigos ou assistindo jogos profissionais em estádios ou na televisão. Outros métodos de recreação muito populares no país incluem filmes, sitcoms, shows musicais e o teatro. Cerca de 95% da população americana possui uma televisão em casa. Em média, a televisão de uma dada residência fica ligada sete horas por dia.
Hobbies ocupam muito do tempo recreativo de muitos norte-americanos. Jardinagem, colecionamento de certos produtos (selos, moedas, etc), tricotagem, fotografia, artesanato e aeromodelismo são alguns dos mais famosos no país.
Alguns desportos (português europeu) ou esportes (português brasileiro) que foram criados e desenvolvidos nos Estados Unidos da América acabaram por ser tornarem mundialmente famosos: o basquete, o basebol, o boliche e o futebol americano. Poucos esportes criados em outros países conseguiram popularizar-se no país. Um exemplo é o hóquei sobre o gelo, sendo que o país possui atualmente vários times profissionais do esporte. O futebol vem crescendo de popularidade desde a criação da MLS. Outros esportes famosos no país incluem golfe, tênis, natação, corridas automobilísticas e esportes radicais.
Os Estados Unidos sediam várias das principais competições internacionais de esportes do mundo - como o Masters de golfe, o US Open de tênis, o NASCAR e a Fórmula Indy. Sediaram a Copa do Mundo de 1994, e por oito vezes os Jogos Olímpicos, mais do que qualquer outro país sendo que geralmente possuem resultados muito bons nas Olimpíadas. Em 2004, os Estados Unidos conseguiram um total de 103 medalhas, das quais 35 eram de ouro. O país conquistou, ao total, 2301 medalhas em Jogos Olímpicos de Verão, onde é o país que mais venceu, e 216 nos Jogos Olímpicos de Inverno, onde é o segundo país no ranking total.
Não existe uma culinária nacional, original do país - a atual culinária americana é altamente diversificada, variando de região a região, dependendo da população e da cultura da região.
Alimentos comuns do café da manhã norte-americano são ovos batidos, bacon, panquecas, cereais e pães com pasta de amendoim, acompanhados com café ou suco, na maioria das vezes, de laranja. O almoço do norte-americano é leve - as razões são o pouco tempo disponível para almoço para os trabalhadores e estudantes. Um almoço pode ser simples ao ponto de ser constituído de apenas um único sanduíche, e só. O jantar é, na maioria das famílias americanas, o principal prato do dia.
Os Estados Unidos são o maior consumidor de café do mundo. Muitos tomam café logo pela manhã, e vários tomam café durante o trabalho. Além disso, os Estados Unidos também é o maior consumidor de refrigerantes do mundo.
Os Estados Unidos são famosos mundialmente pelas suas redes de fast-foods. Os americanos almoçam muitas vezes em fast-foods, justamente por causa do pouco tempo disponível dos trabalhadores para almoço - bem por causa dos baixos preços dos produtos oferecidos.
O cinema dos Estados Unidos da América, além de uma forma de expressão cultural específica de um povo, é também uma das mais bem sucedidas indústrias de entretenimento do mundo. Apesar de nem todos os filmes dos Estados Unidos serem produzidos em Hollywood, a localidade tornou-se sinônimo desta indústria nacional. A influência do cinema norte-americano no resto do mundo é avassaladora e permanece, geralmente, como líder de audiência em vários países do mundo.
A literatura americana pode ser considerada como fazendo parte da literatura inglesa ou como um ramo literário distinto. A literatura americana inicial deve muito às formas e estilos originários da Europa. Por exemplo, "Wieland" e outros romances de Charles Brockden Brown (1771-1810) se inspiram nos romances góticos que então eram escritos na Inglaterra. Mesmo as narrativas impecavelmente urdidas por Washington Irving (1783-1859) - principalmente Rip Van Winkle e The Legend of Sleepy Hollow - parecem claramente européias apesar do trama se desenrolar no Novo Mundo.
O teatro americano é baseado na tradição ocidental, na sua maioria emprestado dos estilos de performance que prevaleciam na Europa na época de sua introdução no país. Hoje em dia, está fortemente interligado com a literatura, filmes, televisão e música americana e não é incomum uma mesma história ser recontada em todas estas formas. Regiões com cenários musicais significativos frequentemente possuem fortes tradições teatrais e de comédia também. O teatro musical pode ser a forma mais popular: é certamente uma forma mais viva de teatro e as coreografias de sucesso dos palcos acabam indo para a televisão e filmes.
A pintura dos Estados Unidos tem uma história relativamente curta dentro do panorama da arte ocidental, mas acompanhou a rápida evolução social do país. Depois de um início sob a dependência européia, no século XIX se formou a primeira escola nacional significativa, e a partir de meados do século XX os Estados Unidos deram contribuições originais de grande importância para a evolução da pintura contemporânea. Atualmente os Estados Unidos são um dos maiores centros produtores de pintura e de formação de novos pintores, e uma das maiores forças na dinamização do mercado de arte em todo o mundo.
Fonte: CIA Factbook, Wikipedia
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